Explicar ou sentir?
A história de como surgiu o Tarot Regenerativo | Travessia #25: O poder dos símbolos
Tentar explicar o Tarot Regenerativo me leva a fatos e acontecimentos de décadas atrás. Percebi que não posso simplesmente explicá-lo; ele precisa ser sentido e vivido. Ele nasceu como uma expressão poética, um insight que conectou ideias, intuições e emoções que já estavam lá. Foi fruto de acontecimentos sincronísticos em 2024, que evocaram e ressignificaram anos de vivências: da arte à espiritualidade, da ecologia ao design e, por que não dizer, do mágico? Da ayahuasca à Cabalá; da filosofia ao design regenerativo. De repente, tudo fluiu e ganhou corpo, símbolos e metáforas.
Eu estava no doutorado com um objetivo meio filosófico, meio pragmático: como nos reorientarmos para uma cosmovisão ecológica? Entre teorias e planos, li a narrativa da Clúsia, de Fabio Scarano, e ali algo me tocou profundamente. Pela minha formação em Psicologia Analítica Junguiana, percebi que aquela história aparentemente simples continha uma linguagem ecológica, mas também psíquica. Identifiquei-me com a Clúsia, talvez por ter encarado aspectos sombrios de mim e do mundo, e por estar nessa jornada de autotransformação em busca de uma harmonia com o Todo.
Sentindo-me em um impasse na tese, fui conversar com o Fabio no Museu do Amanhã. Lá, na loja, encontrei o Tarot Universal de Dalí. Senti uma força quase sobrenatural me impelindo a comprá-lo. Digo “sobrenatural” porque, como pessoa intuitiva, tive aquela sensação de quase dissolução do ego, um arquétipo estava sendo ativado e constelado ali. Era próximo do meu aniversário, comprei o Tarot (mesmo sendo caro) e estava explorando as cartas quando o Fabio chegou.
A partir daquela conversa, percebi que não seria descabido levar o Tarot para dentro do trabalho acadêmico.
Os dias passaram e a ideia veio: criar o Tarot Regenerativo, contando a história da Clúsia através de arquétipos psíquicos e ecológicos. Propus ao Fabio, que me incentivou, e ao Carlo, meu orientador. Comecei a rabiscar os desenhos e os arcanos maiores, com seus significados e convites. Tudo se encaixava perfeitamente. Nem quis elaborar demais os grafismos intelectualmente; eles vieram como pura expressão do inconsciente e da consciência.
Em viagem para Inhotim, mais uma sincronicidade…
Um evento chamado “Sonhos”, com Sidarta Ribeiro e o artista Nadam Guerra, que conduzia a atividade “Oráculo Experimental”. Fiquei tocada como o universo parecia confirmar o caminho. De volta ao Rio, fiz um curso de quatro meses com o Nadam, aprofundando essa prática mântica e artística. Quando levei o primeiro “protótipo” ao Fabio, ele me incentivou, mas era evidente o estranhamento que a proposta causava nele.
A publicação aconteceu de forma fluida também. Presenteei Isabel Valle, da Bambual Editora, com um dos protótipos do tarot em um evento no Museu do Amanhã. Ela abraçou a ideia de transformar parte de minha pesquisa doutoral neste livro e deck — o que me deixou muito feliz, pois, é uma obra que condensa anos de pesquisa e experiência sensível.
E agora… o Tarot Regenerativo está no mundo e nas mãos de muitas pessoas
Na prática, o Tarot Regenerativo tem ajudado a criar ambientes de segurança psicológica; o pensar metafórico cria um “amortecimento” necessário para compartilhar emoções, intuições e intimidades. Ele nos ajuda a reconectar com os padrões subjacentes da vida, com os ciclos e com a poética ecopsicológica, antecipando futuros regenerativos através de novos comportamentos, atitudes e visões. Suas cartas não são apenas imagens; são convites para uma jornada arquetípica de regeneração.
Os feedbacks que tenho recebido me mostram que a experiência com o Tarot Regenerativo vai muito além de um exercício lúdico. Participantes frequentemente descrevem a vivência como “incrível” ou “reveladora”. Alguns dizem que a ferramenta surpreende por permitir “tocar o simbólico coletivamente” de forma segura e ajudando a escapar de ciclos viciosos de pensamento automático.
Seja para estimular a presença, despertar a intuição, mediar assuntos complexos ou reorganizar a percepção e o caos mental, o sentimento, em geral, é de envolvimento pelo processo.
Como muitos resumem, o maior valor do método é entregar reflexões altamente simbólicas e profundas que, ao mesmo tempo, apontam com precisão para ações práticas e os próximos passos reais da vida e dos empreendimentos.
Eu mesma fico muito tocada com cada experiência e feedback que recebo, pois ao criá-lo não sabia exatamente os desdobramentos que poderia ter, mas como disseram colegas que participaram de outro círculo de prática, nem eu nem nós temos consciência exatamente do que estamos criando coletivamente. Apesar de dominarmos teorias e práticas, a vivência destas extrapolam quaisquer controles que gostaríamos de ter (ainda bem).
Dessa forma, encerro convidando-os para o Grupo de Estudos do Tarot Renerativo. que acontecerá na Comunidade Travessias, que será também bem prático e experiencial. Permita que essa história e Tarot façam parte de sua travessia.
Mergulhe no Tarot Regenerativo, junto com Natalí Garcia e a Comunidade Travessias
HOJE, 06 de maio, começa a nossa 2ª Trilha de Estudos no Clube de Leituras da Comunidade Travessias de 2026.
Natalí Garcia, autora do livro Tarot Regenerativo irá te mostrar como usar o Tarot Regenerativo para orientar tomadas de decisões baseadas na intuição e na ética regenerativa.
Em 4 encontros ao vivo (6, 13, 20 e 27 de maio, quartas às 20h), você vai:
Aprender a ler padrões regenerativos através do tarot
Praticar com a própria autora
Aplicar em decisões reais do seu negócio ou vida
Conectar com outras pessoas em transição como você









